O número de cuidadores de idosos cresceu quase 550% entre 2007 e 2017, principalmente devido ao crescimento da população idosa. Hoje, 23% dos idosos demandam cuidados. Na população brasileira, prevê-se para os próximos anos um aumento de 94% de pessoas com mais de 60 e de 280% com mais de 75 anos. Muitas dessas pessoas terão problemas crônicos de saúde que podem levá-los a depender de auxílio para realizar suas atividades. Aqui entra o cuidador de idoso: um pequeno grande detalhe para a saúde do idoso dependente.
Assim, essas mudanças na composição demográfica da população brasileira implicam em aumento de 400% na demanda de cuidadores, e na redução de 5% para 2% de cuidadores familiares disponíveis.
Muitos familiares assumem essa tarefa por acreditarem que cuidar de um ente querido é uma atitude natural. Entretanto, independente do vínculo que se tem com o idoso, há pré-requisitos fundamentais para cuidar de alguém de forma adequada. É preciso ter competência pessoal e técnica.
O cuidador deverá sempre priorizar sua própria condição de saúde, apresentar capacidade e preparo físico, emocional e espiritual, cuidar da sua aparência e higiene pessoal, educação e boas maneiras, para ter condições de desempenhar suas funções no dia-a-dia. Com o tempo o idoso tende a ficar mais dependente e demandar mais cuidados e esforço físico e mental. O cuidador deve estar com sua própria saúde física e psíquica adequada para suportar essa carga. Isso nem sempre é claro para os cuidadores familiares, que muitas vezes descuidam de si próprios e começam a apresentar problemas bem graves em sua própria saúde.
Temos a opção dos cuidadores profissionais. Mas muitos dos profissionais estão ainda pouco preparados para a função. É preciso estar atento, procurar referências, saber de onde veio sua formação. Porque, além da competência pessoal, é preciso ter competência técnica (tanto os profissionais quanto os familiares). E já existem diversos cursos disponíveis para isso.
Geralmente os cursos preparam o profissional para atender desde idosos independentes, que necessitam de um cuidador mais como acompanhante para prevenção e promoção de envelhecimento ativo, até idosos com vários níveis de comprometimento físico e cognitivo, como os acamados e totalmente dependentes. Mas nem sempre um mesmo cuidador tem perfil para qualquer tipo de paciente e ele próprio precisa ter claro o perfil do idoso que tem aptidão para cuidar.

A profissão está agora sendo regulamentada pelo Legislativo. O cuidador precisa atender às necessidades dos pacientes: cuidados físicos e psíquicos, e, muito importante, desenvolver atividades recreativas.
Por isso, o profissional deve se preparar em um bom curso de cuidador. E a família precisa se informar sobre a pessoa que irá cuidar do seu ente querido!
