Com a maior socialização e atividade geral do idoso, as interações amorosas aumentaram consideravelmente. E com o advento de novas medicações nas últimas décadas, o desempenho e interesse do homem pelo sexo também aumentou. As estatísticas mostram que, com o desejo, ainda aumentou o risco de doenças venéreas entre idosos, como sífilis e HIV. Mas muita gente considera repugnante ou mesmo engraçado o sexo entre idosos. O que você pensa?
Saiba que as pessoas idosas desfrutam, sim, de interesse e de vida sexual ativa, embora possam ter algumas dificuldades, como o preconceito da sociedade, a falta de um parceiro, problemas de saúde de um parceiro ou falta de privacidade (como no idoso institucionalizado). É preciso conversar sobre isso.
Existem dificuldades específicas da mulher: diminuição do desejo ou excitação, anorgasmia e dispareunia, atrofia urogenital (prurido vaginal, dor e secura). Há menos estudos e tratamentos para mulheres com problemas sexuais: além dos problemas de saúde, a sexualidade feminina é muito influenciada por fatores culturais e psicossociais. E existem dificuldades específicas do homem: disfunção erétil e hipogonadismo (aumentam com a idade); medicamentos, cirurgia, doença prostática, diabetes, doença vascular. A potência reduz com a idade: Cai 97% entre 50-59 anos e mais 51% entre 70-80 anos.
Mas o constrangimento inibe a busca de tratamento para disfunção sexual. O idoso reluta em buscar ajuda mesmo que tenha efeito grave em sua qualidade de vida. Receia que o médico o considere como “maníaco sexual” ou anormal por ainda praticar atividade sexual, teme desperdício de tempo do médico, internaliza o estereótipo do sexo na idade avançada como “errado” ou “inapropriado”. Além disso, o ambiente de cuidado não se presta a discussões sobre sexo. A família e o médico também frequentemente não abordam o tema por insegurança ou falta de tempo. Muitos profissionais de saúde acreditam que seus pacientes mais velhos não são (ou não devem ser) sexualmente ativos ou temem causar ofensa ao levantar problemas sexuais.
Só um profissional de saúde treinado está preparado para transmitir conhecimentos sobre a sexualidade do idoso e para discuti-la com sensibilidade. E o que o idoso deve esperar do profissional de saúde em termos de melhora na sua vida sexual? O profissional de saúde deve:● investigar, especialmente em idosos com doenças crônicas e em usos de determinados medicamentos ● Iniciar um diálogo sobre o tema pedindo permissão para fazer perguntas mais pessoais ● Abordar em privacidade ● Educar sobre fatores e estilo de vida que podem afetar a sexualidade. ● Instruir sobre as mudanças que se pode esperar no funcionamento sexual à medida em que se envelhece e quais as opções disponíveis para ajudá-los ● Aumentar a conscientização sobre sexualidade na velhice e melhorar as habilidades de comunicação ● Lidar com suas próprias reações e atitudes em relação ao paciente, sem se deixar levar por preconceitos
Procure falar sobre isso com seu médico.
